Quinta, 01 de Outubro de 2026
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Quinta, 01 Outubro 2026 18:55

Agências de viagens contestam exclusão da venda de bilhetes para Cabinda e exigem soluções à TAAG

Associações de agências de viagens angolanas questionaram hoje as razões do seu afastamento da venda de bilhetes de passagem aérea na rota Cabinda-Luanda-Cabinda e exigem soluções para a situação.

A posição da Associação das Agências de Viagens de Angola (AAVA), Associação das Agências de Viagens e Operadores Turísticos de Angola (AAVOTA) e Associação Angolana dos Agentes de Viagens (AAAV), que representam cerca de 450 agências de viagens, surge na sequência da decisão da TAAG - Linhas Aéreas de Angola de assumir exclusivamente a venda de passagens para a rota Cabinda.

Desde o dia 15 de setembro, as agências de viagens foram proibidas de comercializar passagens para este destino, medida que visou combater a intermediação e especulação de preços.

Segundo essas associações, antes da medida foram convocadas pela TAAG "para as ouvir sobre o caminho a seguir", mas as propostas que apresentaram de nada valeram.

"Propusemos identificar e sancionar individualmente os infratores e criar uma comissão técnica conjunta para acompanhar a situação. O objetivo era claro: agir sobre quem prevarica, sem penalizar quem cumpre", referiram.

A preocupação sobre a medida chegou a ser manifestada ao Presidente da República, aos ministros dos Transportes e do Turismo e à administração da TAAG aos quais pediram a reapreciação da decisão antes da sua entrada em vigor, "reiterando as propostas e alertando para os efeitos na mobilidade das pessoas, nas empresas e no emprego".

"Compreendemos e partilhamos a intenção de combater a especulação", referem as associações, mas não concordam que a decisão atinja todas as agências por igual, sem distinguir quem prevaricou.

"Ao não distinguir, acaba por lançar suspeitas sobre empresas que sempre trabalharam com seriedade, rigor e transparência, e que cumprem escrupulosamente as suas obrigações fiscais", reclamaram.

Em declarações à imprensa, a presidente da AAVA, Renata Opa, frisou que a atual situação impede as agências de darem respostas aos clientes, realçando que as alternativas atuais são dirigir-se a uma loja da TAAG ou ao 'call center', que "nem sempre funcionam", ou então comprar fora de Angola "a um preço cem vezes maior para ter essa possibilidade de se movimentar".

"[Para] Cabinda não é um luxo viajar-se de avião, é uma necessidade, e nós enquanto bilheteiros ou fazedores desta possibilidade de transportação, somos vetados sem causa aparente, não conseguimos perceber o porquê", questionou.

"Arranjem-nos soluções, não só para os bilhetes emitidos como todos aqueles bilhetes que já foram emitidos e precisam de revalidações ou de alterações e que neste momento não tem acesso, porque a própria companhia se veta a fazê-lo, porque os bilhetes não foram emitidos pela companhia", acrescentou.

A província de Cabinda, no norte de Angola, não tem ligação terrestre direta ao restante território angolano.

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