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Sexta, 09 Outubro 2026 15:27

Adalberto Costa Júnior alerta para os riscos de uma democracia em que os cidadãos deixam de acreditar na mudança

O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, destacou a importância da responsabilidade política, do escrutínio dos governantes e da participação dos cidadãos na consolidação da democracia, numa publicação na sua página nas redes sociais.

«O programa eleitoral é o compromisso escrito. A realidade do país é o teste. E o cidadão é o juiz», escreveu o líder do maior partido da oposição angolana, numa mensagem que coloca em evidência a relação entre as promessas eleitorais, o desempenho dos governantes e a avaliação popular.

Na mesma publicação, Adalberto Costa Júnior chamou a atenção para um dos riscos que considera fundamentais para a saúde de um sistema democrático: a perda de confiança dos cidadãos na possibilidade de mudança através das instituições e dos mecanismos eleitorais.

«O maior perigo para uma democracia não é apenas um governo que falha. É um povo convencido de que não pode substituí-lo», afirmou.

A mensagem sublinha que a democracia não se esgota na realização de eleições ou na apresentação de programas eleitorais. Pressupõe também que os compromissos assumidos pelos responsáveis políticos sejam confrontados com os resultados concretos das suas decisões e com as condições de vida da população.

Ao atribuir ao cidadão o papel de juiz, o dirigente da UNITA coloca o eleitor no centro da avaliação da governação, salientando a importância da liberdade de escolha, da responsabilização política e da possibilidade de alternância no poder.

A reflexão ganha particular relevância no contexto da vida política angolana, onde o debate sobre a qualidade da governação, o cumprimento das promessas eleitorais e o papel da oposição permanece central na discussão pública.

A ideia defendida por Adalberto Costa Júnior aponta, assim, para uma dimensão essencial da democracia: mais do que permitir a escolha dos governantes, um sistema democrático deve garantir que os cidadãos mantenham a capacidade efectiva de os responsabilizar e substituir através de processos livres e legítimos.

No entendimento expresso na publicação, o fracasso de um governo, por si só, não representa necessariamente a maior ameaça à democracia. O risco torna-se mais profundo quando os cidadãos deixam de acreditar que a sua participação pode produzir mudanças políticas.

A mensagem termina por colocar uma questão central à sociedade angolana: até que ponto os cidadãos continuam a acreditar no seu poder de influenciar os destinos do país através do voto e da participação cívica?

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