Segunda, 05 de Outubro de 2026
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Segunda, 05 Outubro 2026 16:22

Adalberto Costa Júnior diz que salário dos funcionários públicos não é “presente” do partido no poder

O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, defendeu que os funcionários públicos não devem encarar os salários que recebem como uma concessão ou benefício do partido que governa, sublinhando que os vencimentos são pagos com recursos públicos provenientes, entre outras fontes, dos impostos e contribuições dos cidadãos e das empresas.

Numa publicação na sua página, intitulada “Consciência Cívica”, o líder do maior partido da oposição angolana afirmou que os funcionários públicos precisam de recuperar uma “verdade que não pode ser esquecida”: o salário não resulta da “generosidade de um partido” nem constitui um “presente pessoal do governante”.

Segundo Adalberto Costa Júnior, o vencimento pago mensalmente aos funcionários públicos corresponde à remuneração pelo trabalho prestado à sociedade e é suportado pelo orçamento do Estado.

“O seu salário é pago pelo Estado com recursos públicos, recursos que pertencem à República e que são alimentados, entre outras fontes, pelos impostos e contribuições pagos pelos cidadãos e pelas empresas”, escreveu.

O dirigente da UNITA considerou, por isso, que nenhum funcionário público deveria sentir-se obrigado a manifestar agradecimento político ao partido no poder pelo facto de receber o salário no final do mês.

“Quando o funcionário público recebe o seu vencimento, não está a receber uma esmola política. Está a receber a remuneração pelo trabalho que presta à sociedade”, afirmou.

“O dinheiro público não tem cor partidária”

Na mesma publicação, Adalberto Costa Júnior sustentou que os recursos públicos não devem ser associados a qualquer força política, uma vez que resultam das contribuições de cidadãos com diferentes posições políticas.

“O dinheiro público não tem cor partidária”, escreveu o presidente da UNITA, acrescentando que o imposto pago por um cidadão que apoia o poder é o mesmo recurso público pago por aquele que discorda do Governo.

O líder partidário enumerou ainda diferentes sectores da sociedade que contribuem, directa ou indirectamente, para o financiamento do Estado, incluindo comerciantes, motoristas, empresários e trabalhadores.

“O comerciante que vende no mercado, o motorista que abastece o carro, o empresário que paga impostos, o trabalhador que desconta para o Estado, todos contribuem, directa ou indirectamente, para financiar o funcionamento da máquina pública”, afirmou.

A declaração surge no âmbito de uma mensagem de carácter cívico na qual o presidente da UNITA procura sublinhar a natureza pública dos recursos utilizados pelo Estado e distinguir o exercício da função pública de eventuais vínculos ou lealdades partidárias.

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