"Tudo está em aberto, no fim do mês de Outubro saberemos se haverá ou não duplas candidaturas durante o 9.º Congresso do nosso partido", afirmou o porta-voz, em declarações à Rádio Nacional de Angola.
O congresso está marcado para os dias 9 e 10 de Dezembro de 2026, em Luanda. João Lourenço é, até ao momento, o candidato oficial à liderança do partido. Há ainda três pré-candidatos: Higino Carneiro, António Venâncio e José Carlos de Almeida.
Para se candidatar à presidência do MPLA, cada proponente tem de reunir o apoio de, pelo menos, cinco mil militantes dispersos pelas várias regiões do país. A regra visa assegurar uma base de apoio geograficamente distribuída e representativa da estrutura nacional. Para os restantes cargos, são exigidos entre mil e 2.500 subscritores, em escalões diferenciados consoante a importância e o alcance de cada função.
Esteves Hilário recordou que as conferências provinciais ordinárias de balanço e renovação de mandatos, realizadas nas 21 províncias, terminam a 10 de Outubro.
"Os grupos de acompanhamento do Secretariado do Bureau Político e da Direcção Central estão mobilizados por todas as províncias. Estão a participar directamente na coordenação e fiscalização das conferências, no âmbito do processo orgânico preparatório rumo ao IX Congresso do nosso partido", referiu.
O dirigente destacou ainda que o processo de renovação de mandatos tem ficado marcado pela recondução dos actuais primeiros secretários provinciais, o que, na sua leitura, reflecte a coesão interna do partido.
O congresso decorrerá sob o lema "MPLA 70 anos – Compromisso com o Povo, Confiança no Futuro" e reunirá 3.000 delegados, vindos de todo o país e da diáspora.
O conclave fará o balanço geral da actividade do partido, renovará os órgãos de direcção nacional e definirá as prioridades estratégicas, incluindo a preparação para as eleições gerais de 2027.

