Quarta, 15 de Julho de 2026
Follow Us

Quarta, 15 Julho 2026 12:09

MEA pede à PGR investigação sobre importação de carteiras escolares pelo Ministério da Educação

O Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA) entregou uma carta à Procuradoria-Geral da República (PGR) a solicitar a abertura de uma investigação sobre a importação de carteiras escolares pelo Ministério da Educação (MED), alegando que a prática contraria a legislação que privilegia a produção nacional.

Segundo os representantes do movimento, a preocupação surgiu após a distribuição de carteiras importadas na província do Bengo, durante uma deslocação da ministra da Educação para a entrega do equipamento às escolas.

O MEA considera que a aquisição de mobiliário escolar no estrangeiro viola os princípios consagrados na legislação nacional, que incentiva a contratação de produtores locais e a valorização da indústria nacional.

De acordo com o movimento, a opção pela importação não só prejudica as empresas angolanas que fabricam carteiras escolares, como também levanta dúvidas quanto à transparência do processo de aquisição. Os estudantes defendem que existem fabricantes nacionais com capacidade para fornecer mobiliário de qualidade, pelo que consideram injustificável o recurso ao mercado externo.

Além do impacto económico, o MEA sustenta que as carteiras importadas apresentam, em muitos casos, níveis de qualidade inferiores aos produtos fabricados no país, apontando igualmente problemas relacionados com a burocracia associada aos processos de importação.

Na exposição remetida à Procuradoria-Geral da República, o movimento refere que existem diversos diplomas legais que estabelecem mecanismos de protecção e incentivo à produção nacional, razão pela qual solicita uma investigação aprofundada ao processo de importação das carteiras escolares.

O MEA defende ainda que, caso sejam confirmadas irregularidades, o Ministério da Educação deverá ser responsabilizado, sublinhando que a actual política de aquisição de mobiliário escolar acaba por excluir empresas nacionais e comprometer o desenvolvimento da indústria local.

Até ao momento, o Ministério da Educação não se pronunciou publicamente sobre as acusações apresentadas pelo Movimento dos Estudantes Angolanos.

Rate this item
(0 votes)