Quarta, 01 de Julho de 2026
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Quarta, 01 Julho 2026 22:37

Líder da UNITA propõe construção de estradas municipais como motor de emprego

O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, defendeu esta terça-feira uma estratégia de desenvolvimento assente na construção de vias municipais como motor de criação de emprego, dinamização das economias locais e fixação das populações nas suas regiões de origem.

Numa publicação divulgada nas redes sociais, o líder do maior partido da oposição apresentou a sua visão para uma Angola descentralizada, onde o investimento em infra-estruturas rodoviárias locais impulsione o crescimento económico dos 326 municípios do país.

Sob o lema "Imagina uma Angola onde o emprego bate à tua porta", Adalberto Costa Júnior descreve um cenário em que os jovens deixam de abandonar as suas localidades à procura de oportunidades nos grandes centros urbanos e passam a encontrar emprego nas próprias comunidades, através da execução e manutenção de estradas municipais.

Segundo o dirigente político, a estratégia passa pela criação de pequenas empresas locais de construção civil, pela formação profissional directamente nos estaleiros de obras e pela utilização de tecnologias de baixo custo para a construção e conservação de vias, reduzindo a dependência de grandes empreiteiros e promovendo uma economia de proximidade.

Entre as propostas apresentadas, destaca-se a descentralização dos investimentos públicos, com a divisão das empreitadas em pequenos lotes destinados a empresas municipais, permitindo que os recursos financeiros permaneçam nas economias locais e estimulem outros sectores de actividade.

Adalberto Costa Júnior defende igualmente a instalação de centros móveis de formação profissional junto das obras, onde os trabalhadores possam adquirir competências em áreas como topografia, operação de máquinas e gestão de empreitadas, facilitando a sua integração imediata no mercado de trabalho.

Outra das medidas propostas consiste na adopção de contratos de manutenção rodoviária baseados no desempenho das empresas, em que o pagamento integral das empreitadas ficaria condicionado à qualidade e durabilidade das estradas durante um período entre cinco e sete anos.

Para sustentar a viabilidade das suas propostas, o presidente da UNITA cita experiências implementadas em países como Indonésia, China, Brasil e Peru, referindo modelos de descentralização administrativa, formação profissional móvel, utilização de tecnologias adaptadas às condições locais e contratos públicos assentes em critérios de desempenho.

Na publicação, Adalberto Costa Júnior sustenta ainda que o modelo actualmente seguido pelo Executivo não produziu os resultados esperados, defendendo a necessidade de uma mudança na condução das políticas públicas. O líder da oposição afirma que "a única coisa que falta é a decisão de fazer diferente", associando essa mudança à alternância do partido no poder.

A mensagem termina com um apelo à participação dos cidadãos no debate sobre o futuro do país e à partilha da proposta nas redes sociais, apresentando a visão da UNITA para um modelo de desenvolvimento que privilegia o emprego, a descentralização e o fortalecimento das economias locais.

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