Sábado, 07 de Novembro de 2026
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O debate acerca da modernização institucional dos Estados democráticos contemporâneos encontra no processo eleitoral um dos seus pilares mais sensíveis e determinantes. A soberania popular, consubstanciada no sufrágio universal, exige garantias instrumentais robustas que assegurem não apenas a lisura do escrutínio, mas também a inexpugnabilidade da vontade soberana expressa nas urnas.

Há uma pergunta que merece uma reflexão profunda na sociedade angolana: entre os gestores públicos e os cidadãos, quem mais viola a lei?

O presidente João Lourenço tem uma cabeça. Angola tem mais de 38 milhões. E, no entanto, uma única cabeça pensa, decide e dispõe dos recursos de todas as outras. Não consta que a cabeça presidencial tenha dimensões extraordinárias ou capacidades intelectuais sobrenaturais.

O agravamento das tensões em torno da sucessão na liderança do MPLA levanta sérias questões sobre a democracia interna, a independência das instituições e a capacidade do partido para preservar a sua unidade. Na perspectiva do autor, João Lourenço é o principal responsável político por uma crise que ameaça ultrapassar as fronteiras partidárias e aprofundar as divisões na sociedade angolana.

A condução do processo de candidaturas à liderança do MPLA, marcado pela contestação em torno de Higino Carneiro e de outros potenciais concorrentes, está a suscitar dúvidas quanto à liberdade de escolha dos militantes e à transparência da disputa interna. O processo poderá também agravar as divisões no seio do partido e transformar a continuidade de João Lourenço na liderança num factor de desgaste político, numa altura em que o MPLA se prepara para as eleições gerais de 2027.

Na política, há decisões que parecem resolver problemas imediatos, mas que acabam por criar dificuldades muito maiores no futuro. A eventual expulsão do general Higino Carneiro das fileiras do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) poderá ser uma dessas decisões.

Perante a previsível rejeição do recurso apresentado ao Comité Central do MPLA, o general Higino Carneiro deveria ponderar uma saída política assumida, anunciando publicamente a desistência da corrida à liderança do partido. Seria uma forma de preservar a sua dignidade política, depois de uma batalha que expôs as limitações da disputa interna no seio da formação política no poder.

Segundo o economista Mishkin (2019), a política monetária é o conjunto de medidas adoptadas pelo Banco Central para controlar a quantidade de moeda em circulação, regular as taxas de juro e influenciar as condições de crédito, com o objectivo de manter a estabilidade dos preços e contribuir para o equilíbrio económico.

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