A Polícia Nacional desafiou terça-feira o partido de oposição Unita a “apresentar provas” do alegadamente elevado número de mortos da seita religiosa “Luz do Mundo”, em resultado do incidente registado no dia 16 deste mês no município da Caála, província do Huambo.
Huambo - O governador da província do Huambo, Kundi Paihama, esteve reunido hoje, terça-feira, com o presidente da Coligação Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (Casa-Ce), Abel Chivukuvuku, com quem abordou assuntos diversos.
"Kalupeteca está ser publicamente condenado e precisa de alguém que o ampare", justifica David Mendes, da Associação Mãos Livres. A ONG ainda não conseguiu falar com o líder da seita religiosa, detido em parte incerta.
Artigo publicado no Politico refere que a classe média angolana "fez de Lisboa o seu recreio durante a última década, desfrutando de gastos excessivos nas boutiques de gama alta da Avenida da Liberdade".
As chuvas do primeiro trimestre deste ano, em Angola, já provocaram 178 mortos e só na última noite deixaram mais de 100 famílias ao relento no Libolo, província do Cuanza Sul.
Cento e oitenta e três pessoas, na sua maioria crianças e adolescentes, seguidoras da seita religiosa Adventista do 7º Dia Luz do Mundo, do cidadão José Julino Kalupeteka, foram encontradas domingo sem as mínimas condições nas matas da localidade de Mututo Muangungu ( Gango), município do Mussende, província do Cuanza Sul.
As autoridades da província angolana do Huambo encerraram coercivamente, nos últimos dias, oito seitas religiosas ilegais entre 17 identificadas, processo que surge depois de confrontos entre a polícia e outra seita ilegal que terminaram com vários mortos.
O cantor angolano Paulo Flores destacou a importância da alternância política para a evolução de um país e defendeu que o povo deve ter mais acesso à educação para que possa "escolher pela sua própria cabeça".
Angola tem em curso uma campanha de sensibilização na República Democrática do Congo (RDCongo) que antecede o início da contabilização do número real de angolanos residentes naquele país vizinho, disse hoje o embaixador angolano em Kinshasa.
O MPLA, partido no poder, reagiu às declarações do líder parlamentar da UNITA, Raul Danda, que afirmou que os confrontos no Huambo, entre a seita religiosa e a polícia terão provocado a morte a mais de mil pessoas. O vice-presidente da bancada parlamentar do MPLA, João Pinto, desmente os números e acusa o partido de propaganda política.