Terça, 21 de Julho de 2026
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O Banco Mundial já disponibilizou um empréstimo de 450 milhões de dólares (398 milhões de euros) a Angola, mas o Governo angolano pretende captar mais de um bilhões, com uma garantia da instituição, nos mercados interno e externo.

O Fundo Soberano de Angola (FSDEA) vai assumir a concessão de perímetros de eucaliptos existentes nas províncias de Benguela, Huambo e Huíla, de acordo com um despacho presidencial citado pela agência noticiosa Lusa.

Ricardo Soares de Oliveira, professor na Universidade de Oxford, faz um retrato profundo e crítico sobre Angola numa obra a publicar em Portugal este mês. Excertos editados pelo PÚBLICO numa pré-publicação.

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A nova lei do investimento privado em Angola deixou de obrigar a que os lucros só possam ser repatriados em caso de investimento superior a um milhão de dólares, passando a permitir que qualquer valor beneficie deste estatuto.

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Pela primeira vez em muitos anos, as autoridades angolanas veem-se na obrigação de gerir com poucos recursos, o que implica fazer cortes. A política externa para a região não podia escapar, mesmo numa altura em que Angola está no Conselho de Segurança da ONU. O acompanhamento de alguns teatros foi sacrificado, ficando a República Democrática do Congo (RDC) no centro das prioridades.

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Em Angola, o custo de vida está a subir de forma acelerada. A situação começa a ficar insustentável. Os analistas preveem um maior descontentamento popular semelhante às manifestações realizadas na segunda-feira.

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Angola foi apanhada numa “tempestade perfeita” de vários factores que afectam o mercado de petróleo e para a qual não tem saída imediata, disse  Flávio Inocêncio, autor do livro “A Organização dos Países Exportadores de Petróleo: O caso de Angola”.

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Os 195 pessoas detidos, entre motoristas e cobradores de taxis na passada segunda-feira em Luanda por se manifestarem contra a falta de paragens para cargas e descargas e a recusa das autoridades em actualizar os preços das tarifas, depois do aumento dos preços dos combustíveis, incorrem a uma pena de um mês de prisão efectiva e a uma multa de 50 mil kwanzas.

Para investidores nacionais, procurando contornar a falta de condições no mercado externo, que levou ao recente cancelamento de uma emissão de 1,5 bilhões de dólares.

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