Os activistas exigem a libertação dos 15 ´revús´ e um deles chegou a desmaiar.
Doze activistas angolanos foram detidos às 14 horas e 50 minutos desta quarta-feira no Largo Primeiro de Maio em Luanda, quando realizavam uma manifestação a pedir a demissão do Presidente José Eduardo dos Santos e a libertação dos 15 activistas detidos desde 20 de Junho.
Os dois principais partidos da oposição angolana disseram que os objectivos da Independência há 40 anos não foram alcançados e criticaram asperamente o discurso do Presidente José Eduardo dos Santos por ocasião das celebrações do 11 de Novembro.
É um rosto visível dos povos do norte de Angola e há quem veja nele a bravura do malogrado Mfulumpinga Lando Victor que levantava questões incomodativas.
O Governo angolano reconheceu hoje que o país tem "muito por fazer", mas com razões para celebrar os resultados dos 40 anos de independência, alertando para a "oferta de primaveras" que resultaram em "infernos destruidores".
O embaixador da União Europeia (UE) em Luanda disse hoje que aquela representação diplomática mantém um "diálogo aberto" e "regular" com o Governo angolano, mas sem comentar os efeitos da resolução do parlamento europeu sobre violação das liberdades.
O escritor, um dos rostos da luta pela democratização de Angola, diz, em entrevista à Renascença, que José Eduardo dos Santos já não tem dinheiro para calar a contestação. "Não tem alternativa: ou insiste neste percurso e vai acabar mal ou percebe que só sobreviverá abrindo o caminho à democracia".
O advogado Luís Nascimento, que representa 11 dos ativistas detidos em Luanda desde junho, receia que a mudança do tribunal que vai fazer o julgamento deste caso, a partir de segunda-feira, possa provocar o seu adiamento.
Nos 40 anos da independência de Angola, que se comemoram esta quarta-feira, o primeiro chefe do Governo de Luanda faz inúmeras revelações sobre as relações com Cuba e a União Soviétiva e fala dos acontecimentos do 27 de Maio
É um país que não atravessa o seu melhor momento que está em festa. O foco estará no Presidente, que está há 36 anos no poder.
Quatro décadas após o 11 de novembro de 1975, o país está confrontado com importantes desafios.