O Estado angolano gastou, no segundo trimestre de 2026, três vezes mais com o serviço da dívida do que com o setor social, incluindo educação, saúde, proteção social, habitação, cultura e ambiente.
O Ministério das Finanças de Angola anunciou hoje que o ‘stock’ de dívida deve alcançar 64,3 biliões de kwanzas (70,8 milhões de dólares) este ano, incluindo um financiamento líquido de 4,1 biliões de kwanzas (4,5 mil milhões de dólares).
Angola acordou com o banco JPMorgan Chase a renovação de um empréstimo de mil milhões de dólares por três anos com juros de 8% e garantiu um financiamento adicional de 500 milhões de dólares (430 milhões de euros).
A consultora britanica Oxford Economics considera que Angola e Moçambique estão entre os quatro países africanos em risco de incumprimento financeiro devido ao peso da divida, e Moçambique deverá sofrer também uma desvalorização do metical este ano.
Angola pode adiar o reembolso de um empréstimo de mil milhões de dólares junto da JP Morgan para otimizar a gestão da dívida pública e evitar a concentração, diluindo os reembolsos, revelou hoje fonte oficial.