Sexta, 25 de Setembro de 2026
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Sexta, 25 Setembro 2026 09:49

Angola vai reforçar monitorização do território nacional com o novo satélite ANGEO-1

Luanda — Angola vai passar a monitorizar o seu território a partir do espaço com o ANGEO-1, satélite actualmente em construção em França, que permitirá observar diferentes zonas do país e apoiar a avaliação do seu nível de desenvolvimento. O anúncio foi feito esta semana, no âmbito da Semana Mundial do Espaço, pelo Gabinete de Gestão Espacial Nacional (GGPN).

Com lançamento previsto para breve, o ANGEO-1 terá como função única e exclusiva a observação da Terra, o que vai permitir aos operadores conhecer o real desenvolvimento das comunidades em todo o território nacional. Enquanto se aguarda a sua entrada em funcionamento, o ANGOSAT-2 — satélite de telecomunicações já em órbita — continua a beneficiar directamente a população através do projecto Conecta Angola, que já chegou a 40 municípios do país.

Segundo a directora-geral adjunta para a Área Científica do GGPN, Vangiliya Felipe, o ANGEO-1 distingue-se do ANGOSAT-2 precisamente pela sua vocação.

"O ANGEO-1 será um satélite de observação da Terra, ao contrário do ANGOSAT-2, que é um satélite de telecomunicações. O satélite de observação da Terra vem, na verdade, complementar aquilo que Angola já tem estado a desenvolver", afirmou a responsável, acrescentando que o país já conta com ferramentas próprias que recorrem a imagens de satélite, como é o caso de uma aplicação usada para monitorizar o desenvolvimento urbano.

De acordo com Vangiliya Felipe, este tipo de tecnologia tem ainda outras aplicações práticas em Angola. Criada com recurso a imagens de satélite e inteligência artificial, uma ferramenta de geotecnologia tem estado a apoiar o monitoramento dos mares em caso de derrames de petróleo, sendo também utilizada no sector mineiro e noutros sectores da economia nacional.

"A geotecnologia é uma ferramenta que foi criada com o uso de imagens de satélites de observação da Terra para poder ajudar no monitoramento de derrames de petróleo na costa marítima, sendo também utilizada para o sector mineiro e para vários outros sectores da economia. É isto que o ANGEO-1 vem trazer", explicou a directora-geral adjunta.

Se o ANGEO-1 promete reforçar a capacidade de observação do território, o ANGOSAT-2 já é uma realidade com impacto directo na vida das populações. A directora-geral adjunta do GGPN, Edna Caposso, confirmou que o satélite assegura hoje conectividade em mais de 40 municípios, com presença em 19 províncias do país.

"Mais de 40 municípios beneficiam da conectividade do ANGOSAT-2, e só foi possível terem conectividade graças a este satélite. Em mais de 19 províncias já existe a presença do ANGOSAT-2", sublinhou Edna Caposso, garantindo que a expansão do Conecta Angola a outros municípios vai continuar.

Para o GGPN, a chegada do ANGEO-1 representa mais um passo na expansão contínua do conhecimento e da capacidade espacial do país, que passa agora a combinar as telecomunicações — já garantidas pelo ANGOSAT-2 — com a observação da Terra, ferramenta considerada essencial para o planeamento territorial e a avaliação do desenvolvimento nacional.

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