Com a rejeição anterior da candidatura de Higino Carneiro, João Lourenço é o único concorrente validado e deverá avançar sozinho para o IX Congresso Ordinário, marcado para 9 e 10 de Dezembro.
A Subcomissão de Candidaturas da Comissão Nacional Preparatória do IX Congresso Ordinário do MPLA declarou nula a candidatura do militante António Francisco Venâncio à presidência do partido, por insuficiência de assinaturas válidas para cumprir os requisitos estatutários.
Segundo uma nota divulgada pela estrutura preparatória, o processo de candidatura foi entregue no dia 23 de Outubro pelo mandatário, Hélder Ramito Garcia Ludi, que apresentou inicialmente 34 pastas, tendo quatro sido retiradas no momento da entrega, com o seu consentimento.
Na sequência da análise documental, a subcomissão contabilizou 2.918 fichas de subscrição, das quais apenas 459 foram consideradas válidas, enquanto 2.459 foram invalidadas.
O número de subscrições validadas ficou muito aquém das cinco mil exigidas pelo artigo 113.º dos Estatutos do MPLA, que estabelece o mínimo necessário para formalizar uma candidatura à liderança do partido.
Com base nos resultados da verificação, a estrutura preparatória decidiu declarar nula a candidatura de António Venâncio, ao abrigo do Regulamento Eleitoral do MPLA e do Regimento da Comissão Nacional Preparatória do IX Congresso Ordinário. A decisão foi igualmente comunicada ao mandatário do candidato.
A decisão surge depois da rejeição da candidatura de Higino Carneiro, deixando João Lourenço como o único candidato cuja candidatura foi validada pela estrutura preparatória do congresso.
De acordo com os dados divulgados, a candidatura do actual Presidente do MPLA obteve a aprovação de 98,1% das subscrições apresentadas, cumprindo os requisitos estabelecidos pelo partido.
Deste modo, João Lourenço deverá ser o único candidato à presidência do MPLA no IX Congresso Ordinário, que terá lugar nos dias 9 e 10 de Dezembro deste ano, num processo que deverá determinar a continuidade da actual liderança.

