Terça, 03 de Novembro de 2026
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Terça, 03 Novembro 2026 15:03

MPLA admite «equívoco» na exigência do número do CAP aos jornalistas para cobertura do 9.º Congresso

O secretário do Bureau Político para a Informação e Propaganda do MPLA, Esteves Hilário, esclareceu que a solicitação do número do Comité de Acção do Partido (CAP) aos jornalistas, no processo de credenciamento para a cobertura do 9.º Congresso Ordinário, resultou de um equívoco. O responsável garantiu que a inscrição dos profissionais será feita online, sem necessidade de apresentação daquele dado.

O MPLA reconheceu ter havido um equívoco na entrega de fichas de inscrição aos órgãos de comunicação social, nas quais constava a exigência do número do Comité de Acção do Partido (CAP) para o credenciamento dos jornalistas que pretendem acompanhar o 9.º Congresso Ordinário, agendado para Dezembro.

A reacção do partido surge depois da divulgação de uma notícia que dava conta da inclusão daquele requisito na ficha disponibilizada aos profissionais da comunicação social, situação que gerou preocupação e algum mal-estar nas redacções de diversos órgãos.

Numa mensagem de esclarecimento enviada ao Novo Jornal, o secretário do Bureau Político para a Informação e Propaganda do MPLA, Esteves Hilário, afirmou que a situação resultou de um engano, explicando que o documento entregue aos órgãos de comunicação social correspondia, afinal, à ficha destinada aos militantes do partido.

«Só para esclarecer que houve um equívoco. Foi entregue a ficha de militantes aos órgãos de comunicação social. Vocês vão receber um link para fazer a inscrição. Não haverá inscrição física para jornalistas», esclareceu o responsável.

Esteves Hilário garantiu, assim, que o processo de credenciamento dos jornalistas será realizado através de uma plataforma online, sem necessidade de preenchimento físico de fichas ou indicação do número do CAP.

O esclarecimento surge depois de vários profissionais terem manifestado reservas relativamente à exigência, considerando que a identificação da militância partidária não deve constituir um critério para o exercício da actividade jornalística ou para o acesso à cobertura de iniciativas político-partidárias.

A situação levou também o Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA) a condenar a exigência, tendo o secretário-geral da organização, Pedro Miguel, defendido que nenhum partido político deve solicitar o número do CAP ou o cartão de militante como condição para permitir a cobertura das suas actividades.

O sindicato considerou ainda que a exigência poderia colidir com os princípios estabelecidos no Estatuto do Jornalista e no Código de Ética e Deontologia Profissional, tendo instruído os profissionais a não preencherem o campo referente ao número do CAP.

Com o esclarecimento agora apresentado por Esteves Hilário, o MPLA afasta a necessidade de os jornalistas identificarem uma eventual ligação à estrutura partidária para efeitos de credenciamento, atribuindo a situação à entrega indevida de um formulário destinado aos militantes.

Fica, assim, esclarecido que os profissionais da comunicação social deverão aguardar pelo envio do link para efectuarem a inscrição online para a cobertura do 9.º Congresso Ordinário do partido.

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