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Terça, 25 Agosto 2026 18:20

Partido Humanista de Angola põe fim a conflito interno e prepara nova convenção nacional

As duas alas desavindas do Partido Humanista de Angola (PHA) chegaram finalmente a um entendimento para a realização da próxima convenção nacional da formação, com base nos acórdãos do Tribunal Constitucional. A decisão visa pôr fim às divergências internas e harmonizar o funcionamento do partido, depois de meses de braço de ferro entre as duas correntes.

Na segunda-feira, dia 24, as duas partes reuniram-se numa conferência de imprensa conjunta para anunciar publicamente os entendimentos alcançados — um gesto simbólico que pretende marcar o encerramento de um dos episódios mais conturbados da vida interna do partido.

Os acórdãos que destravaram o impasse

Na base do acordo estiveram duas decisões do Tribunal Constitucional: a que anulou a convenção realizada no ano passado e a que determinou a reintegração dos membros da Comissão Nacional afastados durante esse mesmo congresso, entretanto invalidado. Foi a partir destes dois pronunciamentos judiciais que as duas alas — uma ligada à presidente do partido, Florbela Malaquias, e outra representada por Simba Luwawa — encontraram um terreno comum para reatar o diálogo.

Roque Sozinho, dirigente próximo de Florbela Malaquias, foi o rosto do entendimento alcançado pela sua ala. Falou de um "marco histórico" para o partido, sublinhando a intenção de encerrar definitivamente os conflitos internos que, nos últimos tempos, dividiram a organização em duas correntes rivais. Segundo Sozinho, o objetivo da conferência de imprensa conjunta foi precisamente transmitir aos militantes e ao país uma mensagem clara: o Partido Humanista de Angola deixa de ter duas alas e, com isso, o conflito chega ao fim.

Pedido de desculpa e apelo à unidade

Do lado da outra corrente, Simba Luwawa — vice-presidente do partido para a área jurídica — assumiu um tom conciliador, pedindo desculpa aos militantes e aos angolanos pelas divergências ocorridas na organização. Para Luwawa, chegou o momento de "virar a página", retomar o trabalho político e colocar o partido acima das diferenças pessoais que opuseram as duas alas.

Segundo o entendimento agora firmado, o Partido Humanista de Angola vai preparar-se para realizar, ainda este ano, a sua convenção nacional ordinária, seguindo os termos definidos pelo Tribunal Constitucional.

Um capítulo encerrado, um trabalho por fazer

Com as divergências internas formalmente ultrapassadas, fica agora o apelo à unidade e o desafio de preparar, em tempo útil, a convenção nacional que deverá reorganizar os órgãos do partido e consolidar o entendimento alcançado entre as duas alas — encerrando, assim, um dos capítulos mais delicados da recente história interna do Partido Humanista de Angola.

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