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Quinta, 02 Julho 2026 12:30

Dirigente da UNITA critica rejeição da CNE ao pedido de monitoria eleitoral do MUDEI

O dirigente da UNITA, Lukamba Paulo Gato, reagiu à decisão da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) de rejeitar o pedido de monitoria eleitoral apresentado pelo Movimento Cívico MUDEI, criticando a posição do órgão eleitoral e defendendo um maior envolvimento da sociedade civil nos processos eleitorais.

A CNE justificou a rejeição com o facto de a legislação angolana em vigor não prever a figura jurídica da "monitoria eleitoral", entendimento que inviabilizou o pedido apresentado pelo movimento cívico.

Na sequência da decisão, Lukamba Paulo Gato publicou uma mensagem na sua página nas redes sociais, na qual defende que, num Estado democrático, a sociedade civil deve ser encarada como um parceiro essencial na consolidação da democracia.

Segundo o dirigente da maior força da oposição, a participação de organizações da sociedade civil na observação e acompanhamento dos processos eleitorais constitui um factor de reforço da transparência, da confiança dos cidadãos e da credibilidade dos resultados.

Na publicação, o responsável considera que a rejeição de iniciativas desta natureza pode gerar dúvidas junto da opinião pública e alimentar a percepção de que a participação cívica é encarada com desconfiança pelas instituições.

"A democracia forte não teme o escrutínio; pelo contrário, fortalece-se com instituições abertas, fiscalização independente e participação responsável dos cidadãos", escreveu.

Lukamba Paulo Gato defende ainda que um dos principais desafios de Angola passa pela construção de um ambiente em que a sociedade civil seja reconhecida como parceira do Estado e não como adversária.

Na sua perspectiva, um processo eleitoral mais inclusivo e transparente contribuirá para reforçar a confiança dos cidadãos nas eleições e nas instituições públicas.

A decisão da CNE relativamente ao pedido do MUDEI reacende o debate sobre o papel das organizações da sociedade civil na fiscalização dos processos eleitorais e sobre os mecanismos previstos na legislação angolana para o acompanhamento das eleições.

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