O mandatário do candidato à Presidência do MPLA, Fernando de Matos Mota, já não é membro do Comité Provincial do MPLA em Luanda, depois de ter militado mais de 43 anos.
Luanda — A tensão interna no MPLA atingiu esta semana um novo patamar depois de o Tribunal Constitucional de Angola ter rejeitado, a 8 de setembro, a providência cautelar apresentada por Higino Carneiro para travar a invalidação da sua candidatura à liderança do partido.
O pré-candidato à liderança do MPLA, Higino Carneiro, admitiu hoje pedir a impugnação das eleições no partido, no poder em Angola, se não forem respeitados os estatutos internos na corrida à liderança.
Higino Carneiro reafirmou esta terça-feira, em Luanda, que não pretende desistir da corrida à presidência do MPLA e defendeu que o impasse em torno da sua candidatura deve ser resolvido dentro das estruturas do partido.
A eventual consolidação de João Lourenço como candidato isolado à liderança do MPLA poderá acentuar as divisões internas no partido e alterar o quadro político da formação no período que antecede as eleições gerais de 2027. Analistas ouvidos pelo Novo Jornal admitem que uma disputa interna sem espaço efectivo para candidaturas alternativas poderá provocar o afastamento de sectores descontentes e levar parte dos militantes a expressar o seu desagrado nas urnas.