Em Angola existe uma justiça severamente selectiva, aliás, não é na verdade uma justiça, mas antes pelo contrário uma forma de João Lourenço pagar o mal que lhe foi feito no tempo de JES quando este esteve no CC do MPLA.
Partidos da oposição angolana reagiram ao congelamento das propriedades e contas de Isabel dos Santos, seu marido e um sócio afirmando que o combate pela recuperação de bens roubados ao estado deve ser alargado a outros suspeitos.
A empresária Isabel dos Santos afirmou em um comunicado distribuído esta noite que nunca foi notificada ou ouvida no âmbito no inquérito que levou ao arresto das suas contas em Angola e “não teve oportunidade de apresentar defesa”, negando as acusações em que é visada num processo que afirma ser “politicamente motivado”.
Ao Observador, o jornalista angolano recusa que haja uma rotura no MPLA e garante que ninguém é verdadeiramente leal a José Eduardo dos Santos, "o padrinho da corrupção".