Em Luanda, onde a rede voltou a estar disponível de forma parcial, os clientes continuam a enfrentar diversos constrangimentos. Apesar de já existir algum acesso aos serviços, as chamadas telefónicas continuam indisponíveis e muitos utilizadores reportam a perda dos dados armazenados nas suas contas, agravando o impacto do incidente.
Nas restantes províncias, a situação mantém-se praticamente inalterada, com milhares de clientes ainda sem acesso aos serviços de voz, dados móveis e Internet, prolongando os transtornos para cidadãos, empresas e instituições.
Entretanto, o presidente do Conselho de Administração da Unitel, Aguinaldo Jaime, afirmou que a operadora continua a investigar a origem do ataque cibernético que comprometeu os seus sistemas.
Segundo o responsável, as equipas técnicas e de cibersegurança prosseguem os trabalhos de análise e recuperação da infraestrutura tecnológica, procurando identificar os autores e as circunstâncias do incidente, ao mesmo tempo que decorre o processo de reposição gradual dos serviços.
O ataque, ocorrido na madrugada de terça-feira, provocou uma das maiores interrupções de sempre nas telecomunicações em Angola, afectando milhões de clientes da maior operadora móvel do país. A falha teve repercussões significativas no funcionamento de empresas, instituições financeiras, serviços públicos e actividades comerciais, que dependem diariamente da conectividade assegurada pela Unitel.
Até ao momento, a empresa ainda não avançou uma previsão para o restabelecimento integral dos serviços nem divulgou informações adicionais sobre a dimensão dos danos causados pelo ataque, mantendo a expectativa entre os utilizadores quanto à normalização da rede.

