É o que diz à Renascença o amigo que tem acompanhado o activista em Luanda. Luaty Beirão está em greve de fome há 32 dias.
Lisboa - O embaixador de Angola em Portugal, José Marcos Barrica, voltou a condenar, nesta quarta-feira, em Lisboa, a "insistente diabolização de Angola" por parte de alguns "sectores maléficos" da sociedade portuguesa.
A greve de fome de Luaty Beirão, que entrou no segundo mês, "mostra até que ponto Angola está disposta a ir para não respeitar a sua própria Constituição", afirmou hoje a responsável da Amnistia Internacional Portugal.
A critica, dirigida ao governo angolano, é do Bispo emérito das Forças Armadas e de Segurança em Portugal D. Januário Torgal Ferreira a propósito do activista Luaty Beirão em greve de fome há um mês e que será julgado de 16 a 20 de Novembro próximo.
O analista político Victor Silva defendeu hoje que Angola precisa de preservar a paz, a segurança e a estabilidade, únicos passos conducentes ao desenvolvimento e à consolidação da democracia.
Luaty Beirão entra hoje no 32.º dia de greve de fome num protesto contra a ilegalidade da sua prisão e de mais 14 ativistas políticos.
Uma manifestação promovida pelo Conselho Nacional de Activistas para o mês de Novembro, em Luanda, foi proibida pelas autoridades.
Representantes diplomáticos de embaixadas de países da Europa em Luanda, incluindo de Portugal e da União Europeia, reuniram-se esta quarta-feira no hospital-prisão de São Paulo, na capital angolana, com 14 dos ativistas que se encontram desde junho em prisão preventiva.
Centenas de pessoas concentraram-se no final da tarde de hoje no Rossio, em Lisboa, numa nova ação de protesto para exigir a libertação dos ativistas presos em Angola e com a participação de diversas organizações da sociedade civil.
A Amnistia Internacional (AI) pede a libertação imediata e "sem nenhuma condição" dos 15 ativistas angolanos detidos desde junho, disse à Lusa, em Paris, Mariana Abreu, a coordenadora de campanhas lusófonas da organização.