O anúncio foi feito na sua reflexão do dia, publicada na sua página, o líder da UNITA afirmou que pretende começar a resolver problemas que, segundo considera, o Governo do MPLA não conseguiu solucionar ao longo de mais de duas décadas de paz.
A iniciativa deverá abranger antigos combatentes das FAPLA, FALA, ELNA e de outras formações militares, independentemente das suas filiações políticas ou percursos durante o conflito armado.
Entre as medidas anunciadas constam a regularização de processos pendentes, a atribuição de pensões dignas, o acesso a medicamentos e assistência médica, a reabilitação, a habitação e oportunidades de emprego. O programa prevê igualmente apoio às viúvas, aos órfãos e às famílias dos antigos combatentes.
Segundo Adalberto Costa Júnior, nos primeiros 100 dias será iniciado um levantamento nacional, seguindo-se, durante o primeiro ano, o recenseamento, a auditoria dos processos e a regularização dos direitos comprovados, com um calendário público e mecanismos de fiscalização.
Na sua mensagem, o dirigente defendeu que a dignificação dos antigos combatentes deve estar acima das diferenças políticas e militares, considerando que todos os angolanos que participaram na história do país merecem reconhecimento e condições de vida condignas.
«A dignidade dos antigos combatentes não tem partido, não tem uniforme e não tem cor. Tem uma só nacionalidade: a angolana», escreveu.
A proposta surge como uma das promessas políticas da UNITA para um eventual primeiro mandato no Governo, colocando a valorização dos antigos combatentes, a justiça social e a regularização dos seus direitos entre as prioridades anunciadas pelo partido.

