Entre as delegações recebidas esteve a da UNITA, que manifestou preocupação com alegadas irregularidades no funcionamento dos Balcões Únicos de Atendimento ao Público (BUAP), bem como com dificuldades de acesso aos postos de atendimento em zonas rurais e isoladas.
A delegação do maior partido na oposição foi integrada pelo vice-presidente para a Organização e Administração Eleitoral, Álvaro Daniel Chikwamanga, pela presidente do Grupo Parlamentar, Navita Ngolo, e por outros deputados.
No encontro com o titular da pasta da Administração do Território, a UNITA alertou para a alegada existência de BUAP a funcionar em locais não oficiais, situação que, segundo o partido, poderá comprometer a transparência e a lisura do processo eleitoral, tendo em conta as eleições gerais previstas para Agosto de 2027.
A formação política apontou igualmente falhas contínuas no processo de actualização dos dados dos cidadãos, dificuldades de acesso aos postos de atendimento em comunidades rurais e a presença de cidadãos não identificados nas brigadas de registo.
A UNITA manifestou ainda preocupação com as alegadas restrições impostas à fiscalização partidária, considerando que a ausência de condições adequadas de acompanhamento poderá afectar a confiança no processo.
As denúncias sobre a existência de BUAP clandestinos ganharam maior repercussão pública durante este mês, na sequência de acusações de partidos da oposição, no contexto do Registo Eleitoral Oficioso e da prova de vida dos cidadãos para as eleições gerais de 2027.
Governo nega existência de BUAP clandestinos
O Executivo angolano, através de comunicados e campanhas oficiais, tem negado categoricamente a existência de Balcões Únicos de Atendimento ao Público clandestinos.
O ministro Daniel Félix Neto assegura que o Governo mantém as acções de expansão e fiscalização dos postos oficiais, no âmbito do processo de actualização dos dados dos cidadãos maiores de idade.
O Ministério da Administração do Território prevê a instalação e operacionalização de 634 BUAP em todo o país, estruturas que estão a ser mobilizadas para assegurar o Registo Eleitoral Oficioso e a prova de vida dos cidadãos, tendo em vista as eleições gerais de 2027.
O processo de actualização dos dados dos eleitores constitui uma das etapas preparatórias para o próximo pleito eleitoral, num contexto em que os partidos políticos têm levantado questões sobre as condições de funcionamento dos postos de atendimento, a fiscalização e a transparência do registo.

