O texto abre com uma imagem forte: a de uma mãe que, sem pão para os filhos, adormece com o estômago vazio, enquanto, do outro lado, o poder celebra as suas conquistas. Para Adalberto Costa Júnior, é entre estas duas realidades que se mede a distância entre o discurso e a vida, entre a promessa e a justiça. Uma imagem que, defende, «nunca deveria abandonar a consciência de quem governa».
O dirigente apoia-se nas três leituras do domingo para sustentar a sua reflexão. Na primeira, Deus adverte contra a opressão dos pobres, dos órfãos e dos estrangeiros e afirma escutar o clamor dos injustiçados. Na segunda, São Paulo apresenta uma comunidade cuja fé se tornou exemplo para outras. No Evangelho, Jesus resume a essência da vida cristã em dois mandamentos inseparáveis: amar a Deus e amar o próximo como a si mesmo.
Para o presidente da UNITA, esta mensagem obriga a olhar para Angola, onde a pobreza, o desemprego, a falta de medicamentos e as desigualdades continuam a ferir a dignidade de milhares de famílias. «Não podemos falar de amor ao próximo e permanecer indiferentes perante o sofrimento do nosso povo», sublinha.
Adalberto Costa Júnior defende que a política é também uma forma de servir e que exige coragem para corrigir injustiças, honestidade na gestão dos recursos públicos e compromisso com os mais vulneráveis. Na sua perspectiva, a verdadeira grandeza de uma nação não se mede apenas pelas obras que inaugura, mas pela dignidade que devolve aos cidadãos.
A mensagem encerra com um apelo para que a fé se transforme em acção, a esperança em responsabilidade e a política num instrumento de libertação. «Amar Angola é, antes de tudo, não abandonar os angolanos», conclui o líder da UNITA, terminando com uma bênção: «Deus abençoe Angola e todos os angolanos».

