Jornalista Luis Carlos
Licenciado em Jornalismo e Ciências Sociais é Administrador do site Angola 24 Horas
A advogada que representa Tchizé dos Santos disse hoje que o antigo Presidente angolano não queria ser enterrado em Angola para evitar um aproveitamento político da cerimónia e porque os filhos não podem entrar no país.
Minutos depois do anúncio oficial da morte do ex-Presidente da República José Eduardo dos Santos, ocorrido esta sexta-feira, 08, em Barcelona, a agitação tomou conta das ruas da capital. No mercado do São Paulo o trânsito ficou congestionado por minutos e várias vendedeiras (zungueiras) gritavam e choravam "ai Zedú, ai nosso pai".
O antigo primeiro-ministro de Angola Marcolino Moco considerou que José Eduardo dos Santos foi "um grande estadista", que conseguiu manter a integridade territorial do país, no tempo da Guerra Fria, mas "falhou redondamente" na construção da democracia.
A Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA–CE), na oposição, manifestou hoje consternação pela morte de José Eduardo dos Santos, considerando que o maior feito do ex-presidente foi a “concretização da paz”.