De acordo com a Estatística do Comércio Externo de maio de 2026, divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o Togo representou 16,65% do total das importações angolanas, superando a China, que ocupou o segundo lugar com 16,38%.
O Togo funciona historicamente como principal ponto de entrada de importações africanas para Angola.
Também a Arábia Saudita registou uma subida expressiva nas importações angolanas, passando de 1.669 mil milhões de kwanzas em maio de 2025 para 109 mil milhões de kwanzas (105 milhões de euros) em maio de 2026, posicionando-se como quinto maior parceiro de importação, com 6,85% do total.
Portugal desceu para quarto lugar, com 7,23% do total e 115 mil milhões de kwanzas (111 milhões de euros), ultrapassado pelos Países Baixos, que subiram para terceiro com 8,31%.
A subida das importações do Togo e da Arábia Saudita coincide com um forte crescimento registado no grupo "Petróleo, Combustíveis e Gás (Refinados)", que representou 37,60% das compras angolanas em maio, com uma variação homóloga de 179,42%, segundo o INE.
No conjunto da balança comercial, Angola registou em maio de 2026 um saldo positivo de 1,07 biliões de kwanzas (1.025 milhões de euros), 48,22% abaixo do saldo de abril de 2026 (1.979 milhões de euros), mas com crescimento de 8,18% face ao período homólogo.
As exportações totalizaram 2,66 biliões de kwanzas (2.554 milhões de euros), uma queda mensal de 20,93% mas com crescimento homólogo de 21,43%, com a China a absorver 56,50% do total exportado, seguida da Indonésia (8,58%), Índia (8,06%) e Espanha (7,60%).
O petróleo, combustíveis e gás representaram 92,78% das exportações angolanas no período, segundo o INE.

