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Quinta, 03 Setembro 2026 17:02

Função pública angolana chega a 437 mil trabalhadores e custa 266,8 milhões de dólares mensais

Os gastos com salários do pessoal civil da função pública angolana atingem por mês 245 mil milhões de kwanzas (266,8 milhões de dólares), avançou hoje o Governo, que assinalou um aumento de 2,47% do efetivo comparativamente a 2024.

Os dados foram avançados pelo secretário de Estado para a Administração Pública, Domingos Filipe, quando apresentava o balanço, no primeiro semestre, das atividades do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social.

Domingos Filipe referiu que a previsão do custo anual em salários para o pessoal civil da função pública é de 3,4 biliões de kwanzas (3,61 mil milhões de dólares).

O governante angolano realçou que o número de funcionários públicos e agentes administrativos em Angola é de 437.157, um aumento de 10.525 trabalhadores comparativamente a 2024, com o setor da educação e ensino a liderar a lista, representado 52,46% do total, seguido da saúde (20,48%).

Relativamente ao processo de atualização das categorias dos funcionários do regime especial, decorrente do Memorando de Entendimento entre o Governo e os sindicatos, Domingos Filipe referiu que abrange 59.375 funcionários públicos.

O regime especial em Angola abrange funcionários das áreas da saúde, educação e justiça, com estatutos e carreiras próprias, com regras específicas de recrutamento, desempenho, direitos, deveres e remuneração diferentes do regime geral.

Segundo Domingos Filipe, a primeira fase vai abranger funcionários com mais de 30 anos de serviço ou idade igual ou superior a 54 anos, enquanto a segunda fase vai contemplar funcionários com 20 a 29 anos de serviço e a terceira, funcionários com 10 a 19 anos de serviço.

Em termos financeiros esta integração, promoção, indicou Domingos Filipe, vai ter um custo estimado de 58,7 mil milhões de kwanzas (63,9 milhões de dólares), prevendo-se a sua conclusão no primeiro semestre de 2027.

"Neste processo já foram rececionados 11.680 processos e deferidos 694 processos", salientou, detalhando que este processo é composto por duas vertentes, designadamente o ingresso de funcionários que aumentaram o seu nível académico e a promoção, isto é a progressão na mesma carreira.

O secretário de Estado para a Administração Pública deu nota ainda que este processo decorreu já para o regime geral, até ao ano passado, tendo sido atualizados 38 mil categorias do regime geral.

"Este processo tem um grande impacto na vida dos funcionários porque qualquer processo que visa a promoção tem também o seu impacto salarial (…) é um processo de justiça, notou-se que ficaram durante muito tempo sem merecerem nas suas profissões e no acordo com os sindicatos consagrou-se esta possibilidade", realçou.

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