MPLA, partido no poder em Angola, felicitou hoje e expressou apoio a João Lourenço pela recandidatura à liderança, em reunião extraordinária que validou as decisões da comissão preparatória do congresso marcado para dezembro.
O órgão máximo entre congressos do Movimento População de Libertação de Angola (MPLA) reuniu-se hoje, em Luanda, numa sessão extraordinária em que aprovou o relatório do processo de preparação da reunião magna, em que foram excluídos dois pré-candidatos e confirmada apenas a candidatura do atual líder e Presidente da República, João Lourenço.
A reunião extraordinária do Comité Central, segundo o comunicado final, foi presidida por João Lourenço e apreciou e aprovou o Relatório da Comissão Nacional Preparatória sobre o processo de candidaturas ao cargo de presidente do MPLA, cuja eleição decorre no IX Congresso, a 09 e 10 de dezembro.
O Comité Central aprovou o relatório da comissão preparatória, assim como a resolução sobre a candidatura de João Manuel Gonçalves Lourenço ao cargo de presidente do partido.
O Comité Central "expressou e reafirmou o seu reconhecimento e apoio à liderança" de João Lourenço, "destacando o seu empenho na consolidação da unidade e coesão do partido e na condução dos desafios políticos e organizativos".
O comunicado final encoraja o líder e recandidato "a prosseguir, com determinação e sentido de missão para vencer os futuros desafios".
O Comité Central saudou e felicitou ainda João Lourenço pela aprovação da sua candidatura, "exortando-o a prosseguir com a mesma entrega, determinação e clarividência na condução dos destinos do partido".
O documento final sublinha "a importância das deliberações adotadas para o prosseguimento regular do processo orgânico de preparação do IX Congresso Ordinário, reafirmando o compromisso com a observância dos Estatutos e das normas regulamentares".
O comunicado refere ainda "o fortalecimento da unidade, da coesão e da responsabilidade política dos militantes, tendo em vista a realização do Congresso e os desafios do novo ciclo político".
O Comité Central apela ainda à participação dos cidadãos angolanos, particularmente dos jovens no processo de registo eleitoral oficioso em curso no país, com vista às eleições gerais do próximo ano, às quais João Lourenço está impedido de se recandidatar por atingido o limite de dois mandatos na Presidência da República.

